Friday, December 30, 2011

Bom Ano de 2012, mais que o melhor possível, se possível!...



 Venho desejar a todos os navegantes da WWB que aqui aportem, 
um Bom Ano de 2012, 
o melhor ano possível, 
digo, melhor que o melhor possível...


Letra: Sérgio Godinho 
MúsicaFrancisca Cortesão
"Mútuo Consentimento" 

  • A minha filha Inês (também devem andar por aqui os ouvidos dos meus netos, a Mafalda e o Guilherme) ofereceu-me o CD no Natal.
---
Também anda aos pinotes pela Internet:


Desculpem lá o gesto, mas há alturas em que uma pessoa não consegue resistir...
@asnunes  

Wednesday, December 28, 2011

Eça em Leiria, um grafite a evocar "O Crime do Padre Amaro"

Cheguei ao Largo da Sé, em Leiria, descendo a Rua Cónego Sebastião da Costa Brites, aquela calçada que vem do Largo Manuel de Arriaga, ali ao Governo Civil (ex-Governo civil, que agora já não há governadores civis, sei lá), quem vem da zona do Castelo.
Reparo na azáfama dum fotógrafo, às voltas com o melhor ângulo para fotografar a gravura estampada na parede, como se mostra na foto. Arte Grafite, diz-se.
Se se ampliar, pode ler-se a seguinte legenda: "O seu nome era Amaro Vieira". Ficámos por ali um bocado à conversa sobre quem é o autor daquele mural, parece que já o "Correio da Manhã" andou a investigar quem será o artista mistério (actualização: ver vídeo TVI24), que já fez apresentações deste género, mas sempre originais e propositadas, em vários pontos da zona de Leiria. 
Será Leiriense?
Acabámos por chegar à conclusão que até já tínhamos trabalhado na mesma empresa, há muitos anos atrás, falámos imenso sobre máquinas fotográficas, objectivas, lentes, aberturas, velocidades, sensibilidade, tempos passados em que a fotografia era com rolos, etc. etc., trata-se do Filipe, repórter fotográfico profissional, pareceu-me pessoa já muito experiente e activa, falámos do "Diário de Leiria", de Agências de Informação, etc., a primeira página do DL vai trazer hoje, 29 de Dezembro, uma reportagem sobre esta história do artista mistério, acabei por lhe tirar esta foto, os fotógrafos raramente ficam nos "bonecos" está bom de ver, entretanto eu também acabei por tirar uma data de fotografias.
Fiquei com a ideia de que o Eça também estava metido nesta história e lá fui dar mais uma espreitadela no "O Crime do Padre Amaro". E lá está, na pág. 11 da edição da "Lello & Irmão - Editores", não tem a indicação do ano em que foi impresso, mas deve ser dos anos 50/60 do século passado:
"..., o pároco José Miguéis foi definitivamente esquecido.
Dois meses depois soube-se em Leiria que estava nomeado outro pároco. Dizia-se que era um homem muito novo, saído apenas do seminário. O seu nome era Amaro Vieira. ..."
-
@asnunes 

Saturday, December 24, 2011

Natal 2011...ao cair do pano

Tinha acabado de assistir ao lançamento da IV Antologia de Poetas Lusófonos (Ed. Folheto-Leiria). O dia estava a declinar. Escola Superior de Educação, tinha-me sentado ao volante do meu carro para regressar a casa, na Barreira. Este crepúsculo mostrou-se em todo o seu esplendor. Não resisti a captá-lo nesta fotografia. 
@asnunes
Posted by Picasa

Friday, December 23, 2011

Natal em Portugal... 2011

Em Leiria, algures numa rua do centro (não, não é na chamada Zona Histórica, ainda que seja no centro) o Pai Natal, a reflectir sobre se devia seguir viagem a voar com um saco às costas e entrando pelas chaminés das casas, se via satélite, ou mesmo via antena tradicional 
(ponham-se a pau que a TDT é já para o princípio de 2012, há que comprar o aparelhozinho que transforma o sinal digital terrestre de televisão para se poderem ver os canais do pacote da TV não paga) 
{não paga?! então e os 6 Euros de taxa não é pagamento? a propósito, porque é que os assinantes de TV da Meo/PT, da Zon e outros que tais, paga e bem paga, também pagam essa taxa, que até está bem dissimulada na conta da Luz/EDP? Já sei que me vão dizer que é por causa da Televisão e da Rádio Públicas; pois, mas os impostos que pagamos não é para o Estado proporcionar serviços públicos aos seus cidadãos? ou é para desbaratar a pagar honorários e avenças chorudas a uns quantos?)}
Quezílias à parte. 
É Natal.
Este presépio é todo bolo.
Sim, bolo, para se comer.
Aliás, já foi comido.
E que bem soube às crianças duma escola aqui de Leiria.

A receita pode ser pedida à Zaida, que ela é que o concebeu nas suas várias facetas: design, confecção culinária e entrega ao "domicílio".

Que passem um Bom Natal, queridos/as amigos/as e companheiros/as de jornada bloguística, ao menos na expectativa de melhores dias, não para já, temos que ter paciência e ir furando o cinto até onde for possível...
Talvez lá para 2013...ou será 2015?!...

É que já ouvi da boca do Primeiro Ministro as duas versões!...
Só nos resta estar atentos aos acontecimentos e, se for o caso, fazer valer a razão da nossa opinião! 
Não podemos é baixar os braços!... 
-
ps: 
cá continuo nesta indecisão:
AO, sim?
AO, não?
Talvez sim, talvez não. Para já.

Wednesday, December 21, 2011

Gosto de ti...


Do lado de cá, o Ivo; do lado de lá, a Mia...


Porque gosto de ti...


Gosto de ti, porque és a simpatia
Dos entes raros e idealizados
E porque  tens a invulgar magia
Que conforta os que à Dor são condenados.


Gosto de ti, porque és a luz dum dia
Ameno, sem orgias nem pecados,
Luz que suaviza, acalma e acaricia
Meus dias penumbrentos, macerados!


Gosto de ti, porque há no teu olhar
A doce placidez dum lindo olhar
Onde flutuam pétalas de amor!...


Gosto de ti, porque a tua alma sã
Lembra um canto sublime de Chopin
Que nos transporta a um Mundo Superior!...

(Encontrei este soneto num livro, ed. de 1958, Lourenço Marques
Sombras, poemas por Anunciação Prudente)
@asnunes

Monday, December 19, 2011

Largo da Sé, Rua da Vitória, Leiria - Sweet Dreams


Um dia destes, 
no Largo da Sé, 
em Leiria,
chovia, 
ouvia-se
Eddie Vedder
e o seu Ukulele.
-
Em tempo - dia 20:
Este meu blogue continua um grande companheiro. 

(A minha filha Inês... (depois conto)...).

Cá vai servindo para me manter em ação, em contacto com os meus amigos que por aqui vou encontrando, aturando as minhas notas dispersas, muitas vezes bastante dispersivas... experimentalistas, também (não só as palavras, todo o manancial de inovações multi-media (ou será que devia escrever multimedia?))...
-
Ah,  e que dizer do Novo Acordo Ortográfico? Já comecei a ensaiar escrever em conformidade. Mas ainda ando um pouco confuso. Olho para as palavras que me vão saindo do teclado e não as reconheço. 
Mas que grande desassossego!

(Aguardo com alguma ansiedade...notícias do Hospital...14h...)
...
21h
Correu tudo  bem. A Inês, minha filha, já está em recuperação. Esperemos que depois de amanhã já esteja em casa, ao pé da família, depois de lhe ter sido extraído o apêndice, por via das dúvidas.
@asnunes

Sunday, December 18, 2011

Sentido obrigatório


Estamos quase a entrar no Inverno de calendário. Margem esquerda do rio Lis, em Leiria, na zona do Arrabalde, junto à Piscina Municipal.
Não resisti a tirar esta foto, por um lado, para mostrar o aprazível circuito de manutenção dos cidadãos, construído ao abrigo do programa Polis (há 6 anos, mais ou menos), por outro, pela curiosidade de ter apanhado em flagrante delito um ciclista.
É que os sinais indicam que devia virar à esquerda, mas o senhor seguiu em frente, pela mesma via dos peões. Diga-se, em abono da verdade, que nem sei mesmo se algum dos ciclistas que por ali passeiam, reparará sequer naquele sinal de advertência/trânsito.

O que é que acham? Se um polícia, daqueles que andam de caderninho na mão, todos pressurosos, a fiscalizar veículo a veículo, os automóveis com tickets fora de tempo ou mesmo sem eles nos variadíssimos locais de estacionamento, pagos ao cronómetro, na cidade, observassem esta manobra, multavam o ciclista?

Não me parece, o alvo está bem definido. O automobilista é uma das principais fontes de receita para o Orçamento da Câmara e do Estado em geral. 
@asnunes

Saturday, December 17, 2011

Thursday, December 15, 2011

Um diálogo permanente com o Universo



...
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação


António Ramos Rosa - em 1961
-
Ele quer levar essa descida ao extremo limite da integração cósmica (embora, como dissemos, acabe por integrar o cósmico na sua atmosfera pessoal), ao máximo de comunhão entre Corpo e Terra, para se sentir despojado, longe da cadeia do mundo convencional, livre, enfim (até onde essa liberdade lhe é possível...).
(in Ensaio de João Rui de Sousa sobre António Ramos Rosa no nº 1 da Revista bandarra - Primavera 1961)
-
                   em dia de 7º aniversário deste blogue.            
@asnunes

Monday, December 12, 2011

Sunday, December 11, 2011

DISPERSAMENTE: Índice analítico (Anotações) - Demolição da Capela das Chãs

http://dispersamente.blogspot.com/2010/06/capela-das-chas-regueira-de-pontes.html (c)
http://dentrodetioleiria.blogspot.com/2010/07/chas-capela-propriamente-dita-e-um.html

Estou a consultar a edição desta data do livro "Couseiro"(b)
Numa vista rápida encontrei, inesperadamente, referências à capela das Chãs. E veio-me à lembrança a actualidade deste tema, que, aliás, já aqui tenho abordado noutras oportunidades (*). De modo que achei por bem aqui deixar este memorando (a).
Seguindo o link (c) acima e outros relacionados pode ficar-se com alguma informação sobre esta questão tão candente como é o da demolição da capela das Chãs - Regueira de Pontes - Leiria.

foto incluída na entrada com link (*)

Entretanto, acrescentei na entrada correspondente, neste blogue, uma nota (a), em jeito de comentário, agora que temos mais à mão as memórias do Bispado de Leiria, ou seja, as memórias dos principais acontecimentos e da situação vigente à altura do manuscrito "O Couzeiro", que terá sido escrito no séc. XVII(b) :
-

(b) Foi editado, recentemente (A sessão de lançamento no passado Sábado, no Arquivo Distrital de Leiria, constituiu uma autêntica lição de sapiência proferida pelo Padre Dr. Luciano Cristino) o livro, cuja capa se reproduz ao lado, que publica o conteúdo do manuscrito mais notável da bibliografia de Leiria, COUSEIRO, e que é, na sua essência, a transcrição da 2ª edição, de 1898. Temporalmente, o Couseiro original, cobre principalmente os finais do século XVI até à primeira parte do século XVII.

Tenho a honra de ser um dos 200 subscritores desta edição.

Será natural que volte a referir pormenores deste evento e do conteúdo desta bem vinda edição.

------
(a) e (c)
as-nunes disse...


Caro amigo TV
Por acaso vim aqui recapitular este tema e deparei com esta sua nota.


É sempre mais uma achega.

De qualquer modo, pode ler-se no "COUSEIRO", ed. da textiverso - 2011, a pp 174 a nota (26) em que se pode inferir que já em 1712 existia ali uma capela, ultimamente conhecida por a Capela de N. Senhora das Necessidades...

Enfim, um caso de lesa-património, mas que, pelos vistos, em tempo, não houve vontade nem engenho de resolver com um projecto em que não fosse necessário destruir o legado dos nossos avós, no que à preservação da nossa história diz respeito.

António Nunes

Friday, December 09, 2011

A EMA


Em pose
olhar indeterminado
mas atento
estás à espera de quê?
interroga-me ela?


flap...
eis a Ema
toda catita,
com pinta...

(entretanto, as cimeiras da UE continuam a dar em águas de bacalhau)
@asnunes


Thursday, December 08, 2011

De crepúsculo em crepúsculo até ao eclipse total da UE?

 Na direcção Ocidente, o snr. Obama a clamar, que o Euro até faz falta...para servir de almofada!...
Ao mesmo tempo, na direcção Leste, a Europa, nas nuvens, declarações e mais declarações, as peças do xadrez a posicionarem-se, os jogadores a fazerem bluff...
Assim vai a União Europeia...em vésperas de Natal de 2011

Mas qual é, afinal, a questão? Dinheiro? Então, mas o BCE não pode imprimir €uros em quantidade suficiente para emprestar a juros decentes aos membros da zona €uro em dificuldades? 
Além do mais, os sócios da UE mais aflitos, já provámos à saciedade que até somos bem comportados, que agora que há regras rígidas (à custa do Zé, do Zé Povinho, nada de confusões) para melhor controlar o Défice Orçamental até seremos capazes de equilibrar as contas públicas.

Tudo o que se passa nestas cimeiras é só folclore, quem é que acredita que se vai deixar cair uma moeda tão bem cotada como o €uro? 
Deixem-se de fitas! Se o BCE não pode servir de Banco para financiar a UE então para que é que queremos o BCE? Para controlar a inflação na zona Euro?! 

Resumindo estas "doutas" reflexões deste blogue (02h00AM):

1- Não se vai decidir nada de concreto;
2- Fica na calha permitir que o FEEF possa substituir o BCE como Banco financiador;
3- Os países pobres da UE passarão a comprometer-se a ser cada vez mais pobres;
4- Mesmo assim, as suas Dívidas Públicas serão pagas a prazos infinitos, mas os juros estarão sempre a contar;
5- Daqui a umas gerações logo se fará o balanço final.

Amanhã, Sexta-Feira, cá estaremos para conferir!...



Wednesday, December 07, 2011

Barreira - Leiria: 4º Aniversário do Coral AdesbaChorus



Esta montagem-vídeo pretende transmitir uma ideia da admiração que nutro pelo trabalho desenvolvido pela valência cultural da ADESBA - Associação para o Desenvolvimento e Bem-Estar Social da Barreira.
No passado Domingo, este grupo coral, comemorou o seu 4º aniversário, promovendo um encontro de coros na Barreira, local da sua sede. 
Esses grupos corais foram, para além do aniversariante:
- Coral de S. Pedro, Gouveia
- Coro Municipal Carlos Seixas, Coimbra


As minhas ligações à Adesba já vêem de longe, dos tempos em que tomei um contacto mais íntimo com as questões desta freguesia, através da minha participação na sua gestão autárquica entre 2001 e 2009, quer na sua Junta quer na Assembleia de Freguesia. Foram momentos inolvidáveis.
De tal maneira passei a viver esta freguesia, que também é a minha  desde 1992, que acabei por escrever e publicar um ensaio monográfico sobre esta terra e as suas gentes, edição de 2005, sob o título "Caminhos Entrelaçados - na freguesia da Barreira". 


A participação nestes eventos é sempre uma boa oportunidade para rever amigos, dos quais, devido às contingências da vida - não tão poucas vezes como isso - andamos afastados, cada um a tratar de orientar a sua vida, o melhor que pode e sabe.


Que cada um de nós faça a sua parte, e a sociedade funciona melhor, de certeza absoluta.
Não podemos é cruzar os braços...


Muitos parabéns, coralistas, maestro Jorge Narciso e direcção da Adesba e AdesbaChorus, por este 4º Aniversário. 


A vossa dedicação está a dar os seus frutos. 
@asnunes

Sunday, December 04, 2011

Alves Redol: Uma Fenda na Muralha; reedição apresentada na Nazaré

Miniaturas dos barcos de pesca Nazarenos. O do lado direiro, "Mar Santo ", foi o barco onde Alves Redol viveu uma extraordinária aventura de Medo e de Coragem, na companhia de pescadores da Nazaré.
Talvez que dessa quase-tragédia, tenha resultado o nome do livro "Uma Fenda na Muralha". Segundo algumas interpretações, a do próprio filho que esteve presente na sessão da Biblioteca (ver vídeo abaixo), o título do livro significa precisamente o milagre que foi, o barco em que seguiam, ter conseguido, in extremis,   furar a muralha que eram os enormes vagalhões que assaltavam, nos mares da Nazaré, aquele barco, o "Mar Santo".
O filho do mestre desse barco, o Snr. Diamantino Peixe, contou-nos essa história, que foi o que inspirou a escrita daquele livro durante pouco tempo após o sucedido em alto-mar, quando já toda a Nazaré, se preparava para enfrentar a grande desgraça, que teria sido mais um naufrágio, para cúmulo, com um barco em que Alves Redol se tinha prontificado a viajar para viver na companhia dos próprios pescadores, as suas ansiedades e expectativas da pesca.

Alves Redol, ao seu lado direito, o filho António Mota Redol, que apresentou a reedição do livro, "Uma Fenda na Muralha", na Biblioteca Municipal da Nazaré.


No vídeo que a seguir será aqui colocado poderão ouvir-se outros pormenores da vida de Alves Redol, da ambiência política e social em Portugal, nos anos 60 e dos escritores famosos e de referência da época, particularmente do neorealismo literário, Manuel da Fonseca, Piteira Santos; Cardoso PiresFernando Namora e outros.
 
nota: 
O snr. Diamantino Peixe acima referido, vê-se, neste vídeo, na mesa, ao lado direito de António Mota Redol, enquanto este falava sobre o seu pai, Alves Redol.
@asnunes

Friday, December 02, 2011

Nazaré e o Centenário do Nascimento de Alves Redol



Estivemos, no passado último feriado do 1 de Dezembro, na Nazaré. Um grupo de amigos, de boa idade, mas sempre alerta. Depois de almoçarmos uma boa caldeirada no "Sete Saias" lá seguimos a pé até à casa do casal Soares Duarte. Pelo caminho, ali na marginal, de braço dado com o mar, as suas inseparáveis gaivotas e o belo areal daquela que é, por muitos, considerada a mais bonita praia de Portugal. 

Claro, dispersei-me do grupo e lá andei, uns momentos, nas asas duma daquelas gaivotas que por ali espreitavam pela sua oportunidade de ver o peixe a saltar...
---
Reedição do Livro “Uma Fenda na Muralha” de Alves Redol apresentada na Nazaré



    A Biblioteca Municipal da Nazaré realiza, no próximo sábado, 3 de Dezembro, às 16h00, uma sessão de apresentação do Livro “Uma Fenda na Muralha”, de Alves Redol, reeditado, que contará com a presença de vários convidados. 
    António Mota Redol, filho do escritor,  pescadores que privaram com Alves Redol e a Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal da Nazaré (que arrancou as suas actividades com a leitura e discussão desta obra), entre outros convidados, são as presenças confirmadas nesta sessão, marcada para o próximo sábado.

    Esta iniciativa surge na sequência do Programa Nacional de Comemoração do Centenário do Nascimento de Alves Redol (1911 – 2011), que tem desenvolvido, ao longo deste ano, inúmeras actividades pelo país, e que já trouxe à Nazaré, ao Centro Cultural, em Setembro, a  Mostra Bibliográfica sobre o escritor, organizada pelo Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira.

    A Nazaré acolhe agora mais uma iniciativa dedicada ao escritor com a realização da sessão de apresentação de “Uma Fenda na Muralha”, livro (original lançado em 1959) que retrata o quotidiano nazareno dessa época. 
    in
    http://www.cm-nazare.pt

    Lá estaremos!...
    @as-nunes

    Wednesday, November 30, 2011

    Estado crepuscular


    Nem é de noite nem é de dia, nem é Barreira nem é Cortes, rua, ora sossegada ora com o ruído de automóveis a subir, só com iluminação pública/natural da via pública ou também com iluminação privada.

    Era só para observar as diferenças de tons das cores destas duas fotografias tiradas no mesmo sítio e no mesmo momento (mais coisa menos coisa)...
    Interessante, muito interessante.... fronteira, luz, sombra, público, privado... 

    Orçamento do Estado Português mais gravoso de que há memória nas últimas décadas. Aprovado pela maioria governamental, cortes e mais cortes, tudo "A Bem da Nação"!

    Os meus pensamentos num turbilhão!...

    Ah, pois...hoje, por sinal até será o último 1º de Dezembro que vamos comemorar na sorna, com direito a feriado nacional.
    Quer dizer, deixa de haver o 1º de Dezembro, ou seja, já não nos interessa por aí além, que em 1 de Dezembro de 1640 nos tenhamos livrado do domínio dos Filipes, nuestros hermanos
    E deixem-me que vos diga, não será premonição do que irá acontecer nos tempos mais próximos? Ou nos federamos a nível da União Europeia - política, económica e financeiramente - ou então voltamos à antiga, cada um que trate de si, com a sua própria moeda, fronteiras controladas a rigor, salve-se quem puder!

    A Alemanha, mais uma vez, a tramar a Europa! Até parece que serão auto-suficientes, que podem muito bem viver sozinhos!

    Foi para isto que, após tratados e mais tratados, assinados e jurados por homens decididos, se lançou a Europa na aventura fantástica que era a ideia duma Europa Unida para o que desse e viesse, mas no sentido do incremento dum verdadeiro espírito de Solidariedade?

    Infelizmente parece que este sonho já está a entrar no difuso campo do crepúsculo. Ainda se vêm umas luzes, mas por quanto tempo mais?

    Vim aqui só para tagarelar um bocadinho e acabo chamuscado com esta tremenda inquietação destes tempos inquietantes!


    penosos   estes pensamentos
    cortados em fragmentos
    europa   uma riça?
    chiça!...
    @as-nunes

    Monday, November 28, 2011

    Lourais e Carvalhinha em contraluz


    Do lado de cá, em contraluz, no Domingo passado, a cerejeira do meu vizinho em fim de ciclo, uma "figueira-do-inferno", vislumbram-se algumas laranjas na própria árvore, a quinta do cabreiro (era do snr. David, mas ficou com este nome, foi como me ensinaram, há uns 10 anos atrás), lá acima olhamos para poente...


    Entretanto:
    O nosso fadário, esse continua cada vez mais atiçado!...
    -
    nb.: figueira-do-inferno é o nopal 
    @as-nunes

    Saturday, November 26, 2011

    O Fado (Reedição): JÁ É PATRIMÓNIO MUNDIAL

    Fotografia de 2003, fachada das instalações da agência do ex-Banco de Portugal, em Leiria.
    -
    Fui ver o "Corta Fitas" que ficou no cimo da lista da actualidade dos blogues que sigo. Copiei este vídeo...
    Há minutos que o FADO é Património Mundial. Aliás, já era, há muito. Já os nossos marinheiros de 500 o cantavam, com toda a certeza, por entre as saudades lançadas aos sete ventos e brisas dos mares de todo o mundo, o conhecido e o desconhecido desta Europa, que se julgava o centro do Universo!...
    27-11-2011 (01:00 PM)


    1ª ed. desta entrada: 26-11-2011

    Thursday, November 24, 2011

    Pode ser que depois da tempestade venha a bonança

    Uma camélia "winter snowdown", agora.
    Lourais-Cortes- Sra. do Monte: o amanhecer de um novo dia. 

    Esperança em melhores dias
    palavras mais animosas...
    que estas fotografias
    as insinuam bem airosas
    muito mais que o azedume
    destes tempos de queixume
    que aqui tenho lançado
    mais parecendo desanimado
    não gosto deste fado
    desafinado
    desesperançado

    Espero bem que o FADO venha a ser mais um património imaterial da Humanidade...

    e que com ele
     possamos cantar
     as alegrias 
    de melhores dias
    @as-nunes

    Wednesday, November 23, 2011

    Greve Geral



    Será que é a hora da revolta? 
    Revolta contra quê?  
    Contra quem?


    Quem é o inimigo? 
    O medo de sermos pobres? Mais pobres ainda? 


    Estaremos nós à procura da luz antes que ela se extinga ou será que estamos muito simplesmente a viver a ilusão de que seremos capazes de contrariar o movimento de rotação da Terra?

    Sem dúvida que a crise económica e social que se vive em
    Portugal tem na sua génese três factores inquestionáveis:
    Má gestão dos governos pós 25 de Abril de 1974;
    - Corrupção incontrolável;
    - Descontrolo na forma como nos integrámos na zona Euro.

    A organização política e administrativa da Nação que passou a vigorar depois da "revolução dos cravos" tem sido muito mal articulada.

    Será que estamos em face do drama das crises cíclicas que têm afectado a Europa ao longo de todos os tempos, particularmente ao longo dos últimos dois séculos?

    Será que os Europeus não têm estadistas à altura das circunstâncias da actualidade, face à inevitável globalização da sociedade?

    A verdade incontornável é que nós, portugueses, deixámos que as nossas contas chegassem a um limite tal, que nos impede absolutamente de cumprir as regras base de qualquer sistema económico:
    Quem recebe deve
    Quem dá tem a haver

    Se temos recebido (gasto) mais do que damos (vendemos/exportamos/emprestamos), é inevitável que tenhamos um saldo devedor nas nossas contas. 
    Como inverter esta situação?
    Os ricos, os que enriqueceram à custa da agiotagem, de manobras na área do poder e da corrupção é que deviam pagar a crise. 
    Isto significaria que a riqueza produzida por todos deveria ser repartida com muito mais equidade (perfeitamente de acordo snr. Presidente da República, não são só os sacrifícios que devem ser repartidos com equidade, esta tem de partir logo da fase da distribuição da riqueza, aí é que está o busílis).

    Que fazer, então, interrogam-se os sábios economistas, em permanentes mesas redondas em busca do enigma da quadratura do círculo?  
    Entretanto, vamos para a rua?! Se for para pressionar os chefões da União Europeia, contem comigo. Doutro modo, o que é que esperamos duma greve geral, na actual conjuntura?


    Tuesday, November 22, 2011

    Leria: numa manhã outonal





    Agora passamos mais tempo na freguesia da Barreira, com vistas para o Vale do Lis, as Cortes, a Sra. do Monte e a Serra da Maúnça.


    Ora, acontece que, estando nós a cerca de 5 km do centro da cidade de Leiria, por um lado, e à mesma distância da zona comercial, ali para os lados dos Parceiros, o Instituto Politécnico logo ao pé, acessos incríveis, até parece que foram encomendados de propósito, o novo "Santuário" cá do burgo - como já há quem lhe chame - um autêntico carreiro que se abre à nossa frente, qual passadeira rolante de alcatrão novo, lá temos que nos deslocar assim às manhãs ou tardes inteiras, para tratar de assuntos vários.


    Hoje de manhã fiquei de serviço ao volante do carro. Como não tinha assim nada de especial a tratar - tinha mas são daquelas coisas que podem ficar para amanhã - vai daí, dei uma volta, mais de passeio do que por necessidade. Claro que, nesses momentos, vem à baila a questão do preço do combustível que se gasta nestas voltinhas e do desgaste do carro...


    O resultado está à vista nestas fotografias, tiradas com a minha Canon PC1560 35X zoom digital, vídeo HD. Saíram assim, de imprevisto, à medida que os alvos me iam surgindo. Como se estivesse à caça em terreno conhecido.


    Antigamente não era nada disto. Na actualidade, todos nós podemos tirar boas fotografias. Basta ser insistente/persistente, gostar da fotografia e, uma coisa determinante: estar atento ao que se passa à nossa volta. Isto para a fotografia de reportagem, digamos que é mesmo assim, qualquer um de nós se pode transformar num repórter fotográfico. A questão é que, apesar de todas as facilidades de que se dispõe, hoje em dia, mesmo assim nem sempre se conseguem tirar boas fotografias.


    O que vos posso dizer, da minha experiência de muitos anos, a sensação que tenho é que serei um eterno amador. Mesmo nos conhecimentos técnicos. 
    Tenho comprado diversos livros técnicos sobre fotografia, revistas, cursos. Com isso só me confundo ainda mais.
    As minhas fotos têm de ser assim, tal como eu as consigo tirar. A minha mestra, boa ou má, é esta mania que se pode dizer que nasceu comigo: fotografar.


    Os temas são os mais variados. Olho e vejo uma moldura a envolver uma imagem. Aí está uma fotografia...

    @as-nunes

    Monday, November 21, 2011

    Duma varanda do lado de cá



    São tantas as desgraças sobre que se pode escrever, hoje em dia, na nossa região, no nosso país, na Europa, no mundo inteiro, que, para não me afastar da minha musa inspiradora, nela me amparando, como se de um pronto-socorro se tratasse, eis que aqui vos deixo esta sequência de fotografias do que me prendeu a atenção durante o dia de hoje, a olhar só aqui à minha volta, sem mais divagações.


    (Para quem aqui passe, distraidamente, não conheça o ambiente:
    - Amanhecer sobre as Cortes, Sra. do Monte, Leiria;
    - A quinta aqui ao lado, terras à espera de ordens do "borda d´água"; o folheado em amarelo é duma cerejeira;
    - Ao anoitecer do lado de lá, das Cortes, em dia de chuva e algum frio.) 
    @as-nunes